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Durante esse ano, perdi muitas pessoas. E conforme elas saíam da minha vida, eu começava a perceber que era o melhor. Aprendi a ter esse discernimento, comigo mesma.
Saíram da minha vida mares turbulentos que me naufragavam. Mas aprendi, na marra, a nadar e me salvar em terra firme, em firme amor-próprio.
Esse foi o ano que redescobri a me amar. Sempre fui de me martirizar pelos meus erros, pelo que fiz, deixei de fazer ou deixei escapar. Me tornei uma pessoa que aceita os próprios erros e aceita que está tudo bem em errar. E que as consequências dos erros são nossos aprendizados eternos e mais inesquecíveis.
Percebi que a pessoa mais importante da minha vida e responsável pela minha felicidade, sempre esteve dentro de mim. Só eu mesma posso me encarregar de ter um dia ensolarado quando ele está nublado, chuvoso.
Nesse Natal, meu maior presente vai ser o que me tornei. Mais batalhadora, mais forte, mais decidida, mais centrada, mais pé no chão. Uma pessoa mais viva, mais completa, mais perfeita cheia de imperfeições. E mais feliz, mesmo tendo perdido coisas e pessoas ao longo do processo.
Amadurecer é um processo duro, dolorido e cheio de pedras, mas ao final de cada etapa, se torna leve, gratificante e cheio de flores com pétalas cheirosas e delicadas.
Nesse Natal, eu vou presentear a mim mesma com o meu melhor sorriso e com muita gratidão. Porque esse é o melhor presente que podemos dar a nós mesmos depois de tantos ensinamentos: sermos felizes por sermos gratos.
Esse texto foi escrito pela Giovanna Sabrine. Repostei pois reflete o que eu sinto no momento.


























































